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Barbacena passa a ter maior taxa de infectados de Minas por COVID-19

Barbacena, no Campo das Vertentes, tornou-se a cidade de Minas Gerais com maior taxa de infectados por coronavírus (COVID-19) a cada 100 mil habitantes. Em 48 horas, os casos confirmados saltaram de 42 para 239. Os dados foram publicados no boletim epidemiológico desta segunda-feira (25). O aumento – cinco vezes mais – é devido aos testes efetuados na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), instituição de ensino da Força Aérea Brasileira (FAB), com 507 alunos cadetes. Ao todo, foram registradas 204 pessoas contaminadas na instituição.

Barbacena, com 136.689 habitantes, tem taxa de incidência de contaminação de 175 casos confirmados a cada 100 mil habitantes. O valor supera Belo Horizonte, que apresenta o índice de 57 a cada 100 mil; e também a média estadual, que é de 33.

Segunda no ranking com mais casos de coronavírus em Minas, Uberlândia tem taxa de infectados duas vezes menor: 83.

Em coletiva de imprensa pela rede social, na noite desta segunda, a prefeitura de Barbacena informou que não vai se pronunciar quanto os casos da EPCAR. O executivo também afirmou que aguarda avaliação para decidir qual procedimento adotar a partir de agora, já que a cidade ingressou na “onda verde” do programa Minas Consciente, em decreto publicado na última quarta-feira, 20.

A retomada gradual das atividades comerciais teve início nesta segunda-feira (25), e a cidade registra 4 mortes por COVID-19.

De 90 para 204 infectados na EPCAR

No sábado (23/5), a EPCAR informou ter o registro de 90 infectados por coronavírus (COVID-19).

Já no final da tarde desta segunda-feira (25), a assessoria da Aeronáutica atualizou os dados. Segundo a FAB, 204 alunos foram infectados por coronavírus; sendo que 114 testaram anticorpos para COVID-19; e 90 testaram positivo nos exames, ou seja; estavam com doença ativa.

De acordo com a EPCAR, esses 90 infectados ficarão em isolamento social e somente sete apresentaram sintomas leves; sendo que um deles já está curado da doença.

Quanto aos militares da EPCAR que tiveram contato com os alunos, a nota diz que eles cumprem isolamento social domiciliar desde sábado (23).

Os exames realizados nos alunos foram testes rápidos fornecidos pela Diretoria de Saúde da Aeronáutica e utilizaram o Método Imunocromatografia, protocolado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O teste é um imunoensaio cromatográfico rápido para a detecção dos anticorpos para COVID-19.

Denúncia ao Ministério Público

Por ter alunos com idade abaixo de 18 anos, uma denúncia anônima foi formalizada ao Conselho Tutelar da cidade, no dia 15 do mês passado, relatando sobre como a EPCAR conduzia a situação com seus alunos frente à pandemia.

De acordo com Renata Chaves Batista, presidente do Conselho Tutelar de Barbacena, na denúncia a pessoa alertava sobre a situação de risco de infecção dos mais de 500 alunos, já que estariam aquartelados, sem o distanciamento social recomendado. Além disso, há relatos que, mesmo durante a pandemia, a EPCAR mantinha as atividades de gincanas e que as aulas presenciais teriam retornado no dia 6 de abril.

Diante disso, o Conselho Tutelar apresentou denúncia ao Ministério Público Federal (MPF), requisitando providências. Logo após, o MPF determinou inspeção sanitária na EPCAR, no dia 12 de maio, juntamente com profissionais da vigilância sanitária municipal.

Inspeção

Durante inspeção, constatou-se que não havia espaçamento de segurança entre os alunos e ainda faltava álcool em gel em salas de aula e alojamentos. Em resposta, a EPCAR justificou que a higienização era feita com água e sabão, de acordo com recomendação da vigilância sanitária.

Outro ponto verificado em inspeção é que alunos com síndrome gripal eram retirados de seus respectivos alojamentos – com ocupação de até 160 alunos – e eram levados para apartamentos onde ficavam isolados.

Ainda durante a inspeção, verificou-se que professores civis lecionavam por meio de videoaulas, enquanto professores militares davam aulas de forma presencial. O fato despertou preocupação, pois, segundo a vigilância sanitária, se algum aluno fosse contaminado, rapidamente o vírus poderia se espalhar e contaminar outros militares, além de causar um possível colapso no sistema de saúde municipal.

Em resposta, a EPCAR afirma que tem realizado esforços no combate ao coronavírus, desde que o Ministério da Saúde reportou os primeiros casos no Brasil. Ainda em nota, a escola ressalta que readequou as atividades escolares e implementou procedimentos de prevenção alinhados aos protocolos do Ministério da Saúde.

Informações Estado de Minas

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